Se você não vivia isolado nas montanhas, estava preso ou hibernando pelos últimos 20 anos, deve saber o que é delivery de comida. Ainda, recentemente, a tecnologia impulsionou o surgimento de empresas que, por meio de app de delivery, tem dominado cada vez mais o mercado de restaurantes.

O problema é que, agora, os estabelecimentos estão passando por algo que eles sequer imaginavam: a conta não está fechando direito. Mas por que isso está acontecendo?

De acordo com este artigo do The New Yorker, os restaurantes estão cada vez mais dependentes desses aplicativos de entrega de comida. Em alguns casos, o delivery corresponde a até 40% das vendas, por exemplo, e seria inviável abandonar esse tipo de operação.

“Reféns” de app de delivery

Agora você deve estar pensando: “oras, se os aplicativos de delivery impulsionam as vendas, por que a conta não está fechando?”. Sim, os restaurantes estão aumentando sua operação e vendendo mais. Tanto no delivery como no takeout, ou order ahead. Mas o problema é que esses aplicativos, embora atrativos, cobram taxas que levam uma grande fatia (com o perdão do trocadilho) do lucro dos estabelecimentos.

“Para cada entrega que os restaurantes realizam, entre 20 e 40 por cento do lucro vai para esses aplicativos e parceiros”, diz o artigo da revista norte-americana, que explica como funciona o faturamento de um restaurante: 30% costuma ir para os ingredientes utilizados; outros 30% para mão-de-obra; o restante, 40%, tem que cobrir todos os custos operacionais, e o que sobra é o lucro.

Não fica difícil perceber que, ao adicionar mais um elemento na conta, o lucro não necessariamente aumenta. “Cada vez mais, percebemos que estamos perdendo dinheiro. Ou, na melhor das hipóteses, mantendo a mesma margem (mas com muito mais trabalho)”, afirma a dona de um dos restaurantes exibido na reportagem.

Mas também não é possível abandonar completamente esses aplicativos. De fato, eles correspondem a boa parte das vendas no mês. Mas, somente porque os restaurantes não perceberam onde estavam se metendo.

O problema não é a tecnologia

Como solucionar esse problema? Na verdade, qual é, exatamente, o problema? A resposta é simples: o monopólio dos aplicativos.

As grandes empresas de delivery foram, aos poucos, cercando os restaurantes e, agora, cobram taxas abusivas pela operação. E eles não sabem como sair disso.

Alguns estabelecimentos investem em um sistema próprio de delivery, mas isso não é barato. Além disso, essa estratégia funciona apenas com restaurantes mais conhecidos.

A solução, então, seria sair dos gigantes. Existem alternativas no mercado que são mais baratas para os restaurantes. Aplicativos de delivery e pagamento, como o isyBuy, cobram taxas bem menores do que o iFood ou o Uber Eats, por exemplo.

É claro que, consequentemente, eles trazem menos vendas, pois recebem menos dinheiro para ser investido em marketing. Mas é um investimento que pode valer a pena, se o estabelecimento fizer essa divulgação diretamente para seus clientes. Uma das vantagens que muitos restaurantes não percebem: utilizar vários apps de delivery ao mesmo tempo.

Isso porque alguns não cobram taxa de manutenção e nem instalação. Eles cobram apenas uma pequena porcentagem quando ocorrem pedidos. Ou seja, não atrapalha a operação do restaurante.

Para ler a reportagem do The New Yorker na íntegra, clique aqui.

Bruno é aficionado por tecnologia e por negócios, adora ver como essas duas coisas podem ser combinadas para melhorar a vida e as experiências das pessoas. Ele é engenheiro, "computeiro" e sócio do isyBuy, onde trabalha para que as pessoas parem de desperdiçar o que elas tem de mais precioso na vida: seu tempo